Visconde de Mauá: passeios e cachoeiras

Andei sumida por conta de final de período. Provas, trabalhos e ainda uma viagem técnica obrigatória do curso. Turismo é amor, mas a gente sofre um pouquinho também hehe.

Tem tempo que quero fazer esse post, pra falar desse lugar maravilhoso que eu amo de paixão.

Visconde de Mauá é um lugar mágico encravado entre as montanhas na divisa de Rio de janeiro e Minas Gerais. A primeira vez em que estive lá foi em 2011 e então me apaixonei. Com seu clima de montanha, pinheiros (araucárias) e o rio Preto correndo ao lado da estrada quase o tempo todo são um convite ao relaxamento.

Há muitas coisas pra se fazer por lá como visitar as cachoeiras, degustar queijos e doces artesanais, comer truta, experimentar as cervejas artesanais, dar uma volta de quadriciclo ou à cavalo, ou simplesmente deitar na rede de uma de suas aconchegantes pousadas e relaxar.

É o lugar que nunca me canso de ir e dá pra aproveitar o ano todo, seja pra curtir o frio se aquecendo na lareira, seja pra curtir o verão em suas cachoeiras.

Em todas as vezes em que fui, tirando a última, comprei a hospedagem em sites de compra coletiva (Peixe Urbano, Groupon e Hotel Urbano) e não me arrependi.

A região se divide em 3 vilas: Visconde de Mauá, logo na entrada; Maringá, que é onde se concentra a maior parte dos restaurantes e pousadas; Maromba, que possui um pequeno comércio e fica próximo à cachoeira do Escorrega. A vila de Mauá pertence ao município de Resende e Maringá e Maromba pertencem a Itatiaia. O rio Preto divide Rio e Minas, então é só atravessar qualquer uma das pontes que já estará do lado mineiro.

Abaixo um mapinha com a localização das cachoeiras da região.

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Mapa: Visconde de Mauá Tur

Cachoeiras

Escorrega 

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Escorrega em 2011, minha primeira vez na região.

Fica no fim da estrada, a 3km do centro de Maromba. Chega-se facilmente de carro, nem precisa fazer trilha, tem uns dois estacionamentos nos restaurantes bem ao lado. Tem esse nome por que a galera costuma escorregar em uma espécie de tobogã natural formado pelas pedras. Eu infelizmente ainda não tive coragem de encarar essa descida rs

Aqui tem um vídeo de “namorido” corajoso descendo a cachu. Eu fiquei só observando mesmo hehe.

 

 Véu da Noiva 

Saindo da estrada principal, antes de chegar no Escorrega, fica escondida essa linda queda d’água.

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Cachoeira Véu da Noiva em 2013

 Poço das esmeraldas ou Poço do Marimbondo

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Essa cachoeira é linda, porém de difícil acesso. Ela é bem parecida com a Itaporani, que fica na parte baixa do Parque Nacional de Itatiaia.

A estrada para chegar até ela fica no vale do Pavão, mas quando fui não estava em boas condições. É bem longe. Meu carro além de baixo é 1.0 e não aguentou subir, começou a patinar. Deixamos ele na estrada e seguimos andando. E como andamos! Ela fica bem no final dessa estrada e estava mal sinalizada, a placa estava escondida no mato. Depois disso ainda tem uma descida, bem tranquila até e chega-se a esse poço. Infelizmente o dia estava nublado, em dia de sol deve ser mais bonito ainda, mas acho difícil eu voltar lá novamente pra conferir rsrs

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Santa Clara

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A cachoeira está situada no vale de mesmo nome, do outro lado do rio Preto. Assim com o Escorrega, possui fácil acesso. É só parar o carro na estrada e descer. É um paredão de pedra inclinado com uma queda de 3m de altura.

 

  Jacuba e Cachoeira da Fumaça

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Cachoeira da Fumaça

Essas cachoeiras ficam bem afastadas das vilas, mais pra dentro de Resende, sempre na divisa de Rio e Minas. Fiz esse passeio na primeira vez em que visitei Mauá. A distância é bem longa, são cerca de 35km a partir da Vila de Mauá, mais ou menos 1:30h de percurso. Para essa aventura contratamos um guia, o Rodrigo da T&T Turismo, que nos levou num jipe. Foi melhor coisa, pois com certeza o celtinha não teria aguentado a estrada de terra com alguns trechos bem ruins.

A cachoeira da Fumaça é a maior do estado do Rio de Janeiro, formada pelo rio Preto, com 2km de extensão e 200m de queda. Ela está dentro de uma área de proteção ambiental, a APA Serra da Mantiqueira, e não é permitido o banho por causa da força da água. Mas ainda assim vale a pena conhecer, pois o visual é muito bonito e bem em cima dela passa o trem cargueiro, que leva minério de ferro.

Segue um vídeo pra ter ideia de como é uma parte do local. A imagem não tá grandes coisas, pois minha câmera na época não era muito boa.

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Na volta paramos na prainha da Jacuba, um trecho do rio Preto que forma uma praia de águas bem tranquilas perfeitas para banho.

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Cânion da Jacuba
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Prainha da Jacuba

 Cachoeiras do Alcantilado

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Cachoeira do Alcantilado: a última do circuito

O circuito das cachoeiras do Alcantilado fica num vale de mesmo nome, do lado mineiro. É uma propriedade privada e precisa pagar uma taxa de entrada. Não me recordo quanto paguei e nem encontrei o valor no site.  O local conta com bar, lanchonete e banheiros.

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Acesso

São 9 cachoeiras num total de 3km de percurso (ida e volta), muito tranquilo.

Fizemos esse passeio em 2014, com a Remorini Aventuras, que faz apenas o transporte até o local (mais uma vez estrada ruim), mas as trilhas são bem sinalizadas, não tem como se perder. Já da estrada é possível avistar a maior queda do parque, uma visão maravilhosa!

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Confiram as dicas de onde se hospedar, onde comer e como chegar nesse post aqui.

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