Boulevard Olímpico – Parte 1: Praça Mauá

O Boulevard Olímpico possui 3,5km de extensão ligando a Praça Mauá até à Praça XV. O projeto intitulado Novo Porto Maravilha, teve como objetivo requalificar a área central da cidade visando principalmente receber os Jogos Olímpicos de 2016. As obras iniciaram em 2010 e levantou muitas polêmicas na época, principalmente por envolver a derrubada de grande parte do elevado da Perimetral, que ligava o centro à zona Sul do Rio. Mas não é nessa polêmica que quero entrar agora. Verdade seja dita, o resultado das obras surpreendeu e deu uma nova cara a uma área até então abandonada e desvalorizada. Mais uma vez, vou analisar os pontos positivos, tenho minhas críticas com relação ao que aconteceu na região, principalmente por esse projeto ter sido amplamente discutido na faculdade de arquitetura.

Dividi em 3 posts pra não ficar cansativo.

O roteiro começa na Praça Mauá, onde as grandes atrações são o MAR (Museu de Arte do Rio), o Museu do Amanhã e o painel Etnias, grafitado pelo artista Kobra e que entrou para Guinesse como o maior mural de grafite do mundo.

MAR (Museu de Arte do Rio)

 

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Detalhe do Palacete D. João VI

Primeira atração do Porto Maravilha a ficar pronta, foi inaugurado em 1º de março de 2013 em comemoração aos 448 anos da cidade do Rio de Janeiro. O museu une o novo e o antigo integrando duas construções através da sua cobertura ondulada, que transmite leveza ao conjunto. O prédio mais antigo é o Palacete D. João VI, que foi inaugurado em 1916 e sediava a Inspetoria de Portos e canais do Ministério da Marinha. Foi tombado em 2010. O último andar do prédio mais novo oferece uma vista privilegiada de toda a região portuária.

Além de exposições o museu também oferece alguns cursos principalmente voltados para aperfeiçoamento de professores. Infelizmente ainda não consegui visitar o museu.

O funcionamento é de terça a domingo das 10h às 17h, sendo que às terças a entrada é gratuita. Nos demais dias o ingresso custa R$20,00.  Pessoas com até 21 anos, estudantes de escolas particulares, estudantes universitários, pessoas com deficiência e moradores da cidade do Rio de Janeiro pagam meia entrada. Alunos da rede pública de ensino (fundamental e médio), crianças até 5 anos, maiores de 60 anos, professores da rede pública de ensino, funcionários de museus não pagam entrada. Para maiores informações acesse o site do museu aqui.

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Museu de Arte do Rio

Museu do Amanhã

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Entrada do Museu do Amanhã

Projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava e inaugurado em 19 de dezembro de 2015, o Museu do Amanhã impressiona por sua imponência e se destaca na paisagem. Lembra uma nave espacial de filmes futuristas, prestes a levantar voo a qualquer momento. Fica de frente para o Museu do Amanhã, às margens da Baía de Guanabara. Também não tive a oportunidade de visitá-lo por dentro.

A temática do museu é voltada para as ciências e a sustentabilidade. Mesmo do lado de fora a visita é válida, já que o local além de render belas fotos e ter vistas privilegiadas do entorno (inclusive dá pra avistar o contorno da Serra dos Órgãos no fundo da Baía de Guanabara), também é possível assistir um pôr-do-sol espetacular.

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Pôr-do-sol visto do Museu do Amanhã

O museu funciona de terça a domingo de 10h às 18h. A bilheteria fecha às 17h, porém é altamente recomendável que se compre o ingresso pela internet com horário agendado. O ingresso custa R$20,00, porém às terças a entrada é gratuita. Pessoas com até 21 anos, estudantes de escolas particulares, estudantes universitários, servidores públicos do município, pessoas com deficiência, moradores da cidade do Rio de Janeiro e clientes com cartão Santander pagam meia entrada. Alunos da rede pública de ensino (fundamental e médio), crianças até 5 anos, maiores de 60 anos, professores da rede pública de ensino, funcionários de museus e funcionários Shell e Santander não pagam entrada. Para maiores informações acesse o site do museu aqui.

* Para visitar os dois museus (MAR e Museu do Amanhã) também existe a opção do Bilhete Único dos Museus que custa R$32,00 a inteira e R$16,00 a meia.

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Vista para a Baía de Guanabara e ponte Rio-Niterói nos fundos do museu

Mural Etnias

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Painel representando a África – integrante da etnia Mulsi, da Etiópia

Mais à frente, na Gamboa de frente para os armazéns do cais do porto está localizado o mural que foi uma das grandes atrações na época dos Jogos Olímpicos. Medindo 15m de altura e 170m de largura, o mural do artista Eduardo Kobra entrou para o Guiness como a maior arte de rua do mundo. Etnias traz cinco rostos de povos nativos dos cinco continentes, que segundo o artista representa a união dos povos nos Jogos. Há também pinturas de outros artistas, como o painel de Rita Wainer, uma menina melancólica de cabelos negros com os dizeres “Saudade é amor/Te sigo Esperando”.

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Representando a Ásia, integrante da tribo Kari, da Tailândia
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Representando as Américas, integrante da tribo dos Tapajós, do Brasil
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Representando a Europa, integrante da etnia Chukchis da Sibéria
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Representando a Oceania, integrante da tribo Hulis de Nova Guiné
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Mural da artista Rita Wainer
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Rosto de Nice (Nike), deusa da vitória na mitologia grega – artista Panmela Castro
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Mural de Camila Camiz, em frente ao prédio da polícia federal

Edificíos “A Noite” e RB1

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RB1, Ed. “A Noite” e o VLT

Primeiro arranha-céu do Brasil inaugurado em 1922 e tombado pelo IPHAN em 2013. Foi considerado o prédio mais alto da América Latina até 1930, quando foi superado pelo edifício Martinelli em São Paulo. Em estilo art-déco tem 22 andares totalizando 102m de altura. Um dos arquitetos do projeto, Joseph Gire, projetou também o Copacabana Palace e o Palácio Laranjeiras. Abrigou a sede do jornal “A Noite” até 1937 e da Rádio Nacional até 2012. Atualmente passa por reformas para voltar a abrigar a sede do Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI) onde já ficou abrigado de 1960 até 2006.

O edifício Rio Branco, 1 (RB1) que possui uma arquitetura pós-moderna, foi construído em 1990. Sua fachada espelhada reflete o edifício “A Noite”, formando um belo contraste entre o antigo e o moderno.

Estátua do Barão de Mauá

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Estátua do Barão de Mauá e atrás Ed. “A Noite”

A estátua que homenageia o Barão fica na frente do “A Noite” olhando para a Baía de Guanabara. A estátua foi inaugurada em 1910 para homenagear o grande “empresário” do Império, que foi responsável pela construção da primeira ferrovia do Brasil. A escultura de autoria de Rodolfo Bernadelli mede 8,5m de altura.

Como chegar na Praça Mauá:

Metrô + VLT – pra quem quiser ter a experiência de andar no VLT, basta descer nas estações Carioca ou Cinelândia. Tem parada em frente às duas estações.

Metrô – descer na estação Uruguaiana, saída av. Presidente Vargas. Na pres. Vargas caminhar até a Av. Rio Branco e seguir no contrafluxo até a Praça Mauá que é onde a avenida inicia.

Na segunda parte do post vou falar sobre os atrativos da região da Candelária.

 

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